• ONTOCRACIA
    Um Novo Começo
  • Uma abordagem do passado, presente e futuro através das cartas de Tarot. The Psychic Tarot: John Holland

    Resolvi retirar três cartas relativamente a Portugal. A primeira carta fala do passado, a segunda do presente e a terceira do futuro.

    Por mais incrível que pareça tudo vai dar ao mesmo. Esta leitura resume-se da seguinte forma:

    Pare, escute, olhe e depois atravesse. Se o não fizer, pode ser atropelado e até morrer.

    A Solidão como carta que se refere ao passado, lembra-nos como é importante parar “STOP”. Lembra-nos que a alma deve ser honrada e ouvida. Diz-nos que quanto mais nos tornamos conscientes da nossa alma e do nosso coração, mais se fortalece o vínculo com a Fonte Divina. Devemos lidar com uma coisa de cada vez e ouvir o nosso interior. A alma atrai para si mesma o que precisa para aprender e crescer.

    Esta carta fala-nos da Alma Portuguesa e da honra de um povo. A Alma grita já há alguns anos e temos evitado ouvi-la. Perdemos o vínculo com a Fonte Divina e esquecemo-nos da nossa grandeza e da nossa perfeição como povo consagrado a Cristo e a Maria. Se tínhamos que parar e não o fizemos, espero que agora tenhamos aprendido com esta paragem forçada. “A alma atrai para si mesma o que precisa para aprender e crescer.” Somos um povo triste, mas conhecedor do seu potencial. Não é hora de desistir, mas sim de ouvir e de crescer no propósito deste pequeno país à beira mar plantado.

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    A carta do Movimento Acelerado fala-nos de mudança. As condições mudaram e vamos entrar num período de esperança e movimento. Chegou o tempo de avançar. As condições são perfeitas. No entanto, a velocidade do avanço dependerá sempre da libertação da bagagem que carregamos, ou seja, das coisas que já não nos servem mais. Aquilo que temos semeado é aquilo que vamos colher. Chegou o momento de enfrentarmos os nossos medos e partir para a acção. Não podemos adiar mais. A energia do momento está a nosso favor e é preciso iniciativa e direcção. É um tempo de sincronicidades e precisamos de estar atentos.

    Esta carta fala-nos do momento actual. Portugal precisa de mudar e precisa de acção. É importante olhar para a nossa bagagem e ver o que já não nos serve mais como país. Temos descurado o país em prol de uma Europa cheia de conflitos internos e sem rumo. Temos vivido mais para fora do que para dentro. Forçosamente vamos sofrer as consequências do abandono da pátria, que tem estado a saque durante anos a fio. Neste momento pouco nos resta. Resta-nos alguma dignidade e resta-nos a grandeza do povo entristecido. Portugal é o rosto da Europa e algo não vai bem certamente. Tudo pode acontecer muito rápido ou tudo vai ser muito lento. Os ventos estão a favor, mas é preciso saber navegar. Será que vamos fazer jus à nossa fama de marinheiros?

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    A carta da Disrupção fala-nos de interrupção súbita, geralmente imprevisível, ou uma grande mudança que está prestes a acontecer. É uma oportunidade de reconstruir com uma estrutura sólida e positiva para nos fortalecer. Fala-nos de aprender com os erros do passado. Esta carta é um aviso antecipado. É o momento de encarar o período dramático e considera-lo como uma oportunidade de crescimento.  No futuro, vamos poder olhar para trás e agradecer por esta oportunidade.

    Esta carta refere-se ao futuro do país. É preciso aprender com os erros do passado. Temos que olhar para os outros momentos difíceis, do passado, e perceber o que não queremos que se repita. Se chegarmos aqui, vai doer e vai doer muito. Não foi por falta de aviso. Eu espero que o país não venha a passar por esta mudança tão dramática. Uma coisa é certa, ou mudamos a bem, ou mudamos a mal. É sempre assim e não à volta a dar. Tudo depende de nós. O caminho está traçado e tem vários atalhos, curvas e vários perigos. Falta cumprir-se Portugal.

    Muito mais havia para dizer, mas está aqui o essencial.

    Pare, escute, olhe e depois atravesse. Se o não fizer, pode ser atropelado e até morrer.