• ONTOCRACIA
    Um Novo Começo
  • O rei desaparecido em Alcácer Quibir irá retornar para ser a voz da consciência da identidade que Portugal necessita neste momento. Um novo império civilizacional, cultural e principalmente Espiritual.

    Os tempos que se aproximam não serão fáceis e vamos precisar de uma nova força anímica. É preciso libertar o país das amarras do passado e voltar a sonhar com o heroísmo e grandeza de outrora.

    Chegou o momento de honrar o sangue que nos corre nas veias. O sangue dos nossos antepassados. Um Portugal patriota, de fé, heróico, de poetas, de sonhadores, de marinheiros, de conquistadores, etc.

    Paiva Couceiro dizia “que não somos simplesmente um território, um regime e uma população actuais. Somos muito mais do que isso. Somos uma Pátria eterna, com seu espírito e temperamento próprios, somos um idealismo em marcha e uma bandeira de altos destinos, que tem de cumprir-se.

    Miguel Torga dizia que a pátria é “o espaço telúrico e moral, cultural e afectivo, onde cada natural se cumpre humana e civicamente. Só nele a sua respiração é plena, o seu instinto sossega, a sua inteligência fulgura, o seu passado tem sentido e o seu presente tem futuro.

    Fernando pessoa dizia que “a Nação é apenas um meio de criarmos uma civilização superior; onde o Estado não é uma coisa, mas um processo; onde o Estado está acima do Cidadão; mas onde também o Homem está acima do Estado.

    “O Quinto Império. O futuro de Portugal – que não calculo, mas sei – está escrito já, para quem saiba lê-lo, nas trovas do Bandarra, e também nas quadras de Nostradamus. Esse futuro é sermos tudo.”

    Agostinho da Silva, à pergunta se acreditava no Quinto Império, “respondia que esta era uma filosofia que não partia imediatamente de uma reflexão sobre as ciências exactas, mas da fé, e que sendo assim que “é claro que acreditava no Quinto Império, porque senão o ato de viver seria inútil.” Mas, rematava, um império sem os clássicos imperadores, sem opressão, nem violência, sem base em terra, porque a propriedade escraviza e só não ter nos torna livres. Um Império que leve aos povos do mundo uma filosofia capaz de abranger a liberdade. “O Quinto Império será o restaurar da criança em nós e em nós a coroarmos imperador, eis aí o primeiro passo para a formação do império, numa alusão às Festas do Espírito Santo que ele tanto tinha estudado.” (retirado de wikipédia)

    Mesmo com tendências a divisões internas que neste momento nos destroem, é preciso acreditar!

    Portugal deve cumprir-se e engrandecer-se num novo império civilizacional. O império do Espírito Santo ou da era de Aquário. A obra dos Portugueses é a concretização de um plano divino. Este país só vai ser livre quando descobrirmos o caminho da nossa missão.

    O utópico ou mítico Quinto Império, assim entendido pela maioria, tem a sua origem na bíblia no sonho de Nabucodonosor (Daniel 2).

    Excerto do Sonho de Nabucodonosor:

    44 “Na época desses reis, o Deus dos céus estabelecerá um reino que jamais será destruído e que nunca será dominado por nenhum outro povo. Destruirá todos os reinos daqueles reis e os exterminará, mas esse reino durará para sempre. 45 Esse é o significado da visão da pedra que se soltou de uma montanha, sem auxílio de mãos, pedra que esmigalhou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro.

    “O Deus poderoso mostrou ao rei o que acontecerá no futuro. O sonho é verdadeiro, e a interpretação é fiel”.

    Todos os mitos têm como principal característica, transmitir conhecimento e explicar factos para os quais não há uma explicação. Em todo e qualquer mito vamos encontrar factos reais e pessoas que realmente existiram. Encontrar a verdade que está por detrás do mito é dissipar o nevoeiro, mostrar o que está encoberto.

    Vivemos num mundo dual onde existem sempre os dois lados da moeda. O alto e o baixo, o bonito e o feio, o amor e ódio, etc. Depois existem os provérbios tais como: “Quem ao mais alto sobe ao mais baixo vai cair”, “Quem feio ama, bonito lhe parece.”, “O ódio costuma mostrar o que o amor oculta”, etc. Tudo isto para dizer que uma coisa não existe sem a outra.

    Na dualidade temos também o micro e o macro. O vírus que nos ataca faz parte do micro. O que será que nos pode atacar vindo do macro?

    É mesmo assim na dualidade. Quando não conseguimos lidar com um dos lados, aparece o lado oposto para nos pôr à prova. O mundo precisa de harmonia entre o micro e o macro. Quero dizer com isto, que para alcançarmos esta harmonia precisamos equilibrar o nosso interior e o exterior. São tempos de olhar para dentro, de aprendermos a viver em comunidade, e de percebermos o quão pequenos nós somos neste belo planeta, que está farto de ser castigado.

    Estes tempos são desafiadores e são de mudança. O vírus ataca todos por igual sem fazer distinções. Pela lei da dualidade significa que alguém vai fazer a distinção. Isto significa falta de liberdade e submissão a poderes ocultos que pretendem controlar a humanidade. Em Portugal passa-se o mesmo e por isso temos que estar atentos e cientes da nossa missão. O que mais vejo é desunião, críticas, conformismo, ideais, opiniões egoicas, etc. Estamos ligados ao micro (o nosso umbigo) e esquecemo-nos do macro que é Portugal, o nosso belo país. Onde está a pátria dos nossos poetas, cantores e marinheiros?

    Aos anos que andamos a fugir do impensável, mas o impensável vai surgir do nada e vai vestir-se de cordeiro. Não temos muito tempo, mas como eu costumo dizer: “O tempo não existe, somos nós que fazemos o tempo”.

    Aqueles que acham que tudo vai ficar na mesma, vão cair no mito, na ilusão e na verdade criada por eles (o impensável), porque não têm a capacidade de ver para além do nevoeiro.

    “Esse é o significado da visão da pedra que se soltou de uma montanha, sem auxílio de mãos, pedra que esmigalhou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro.”

    “O Quinto Império. O futuro de Portugal – que não calculo, mas sei – está escrito já, para quem saiba lê-lo, nas trovas do Bandarra, e também nas quadras de Nostradamus. Esse futuro é sermos tudo.”

    Quando um homem sonha…

    Salvé terra de magos, círculo do fogo.

    PS: Deixo-vos com este belo texto de Augusto Ferreira Gomes e deixo-vos também três versões da música “Amor a Portugal” da Dulce Pontes

     O Quinto Império
      
    Ao nocturno passado - fé crescente -
       erguendo olhos em sombras abismados,
       e fechando-os de novo marejados
       pelo sinal da névoa ainda ausente,
       todos sentem que a alma, em vão dormente,
       cisma com horizontes dilatados;
       e vivem a verdade de esperados
       domínios. E assim, abstratamente,
       se constrói um Império ao pé do Mar,
       - sentido universal de um só altar -
       fundindo-se no céu imenso e aberto...
       Gentes! Esperai que Deus, com sua mão,
       desfaça para sempre a cerração
       que envolve há tanto tempo o Encoberto...
       Quando dado o sinal, o Império for
       e quando o Ocidente ressurgir,
       no momento marcado hão de tinir
       pelos ares as trombetas do Senhor.
       E haverá pelos céus, só paz e amor.
       Um só Cálix de Ouro há de fulgir,
       uma só cruz na Terra há de existir,
       sem inspirar receio nem temor...
       Será a hora estranha da Verdade.
       E morta a pompa do pagão sentido,
       surgirá, então a Outra Idade.
       Acabará este viver incerto.
       Será o Império único e unido
       Quando der sinal o Encoberto!