• ONTOCRACIA
    Um Novo Começo
  • Antes de lerem este artigo, agradeço que leiam primeiro o artigo que escrevi em Nov. de 2019 intitulado “A Economia e a Subsistência”.

    “As crises económicas e financeiras não são mais do que revisões periódicas inventadas pelo capitalismo instituído. Quando este se sente ameaçado e quando percebe que está em causa a sua sobrevivência incita o medo e procura gerar o pânico nas camadas mais desfavorecidas da sociedade.

    A máquina económica pode então ser oleada e estruturada da forma que bem entenderem não necessitando de mais explicações nem de desculpas. Tudo por causa da crise. Está montado o cerco e este só será quebrado em circunstâncias muito especiais.”

    É incrível perceber como o “jogo” continua e nós nem sequer percebemos como estamos a ser manipulados e guiados para o abismo. Neste momento os chamados “donos do mundo”, não interessando a sua identificação para o caso, jogam a sua última cartada, pensando que vão ser bem sucedidos. Isolam-se e protegem-se achando que a única coisa que têm que fazer, agora, é esperar pelo desfecho final.

    Já deu para perceber que a economia como a conhecemos, tem muitas probabilidades de ir toda ao “charco”. As pequenas e médias empresas não vão conseguir sobreviver a esta calamidade. Os tubarões estão desejosos de ver o sangue, para depois atacarem avidamente sem dó nem piedade. As grandes companhias, como algumas que bem conhecemos, vão sobreviver e vão oferecer-nos mundos e fundos mascarados de “ajuda humanitária”, que como bem sabemos, sempre de uma forma desinteressada. Não é? Se entrarmos na energia da vítima, dos coitadinhos, eles vão conseguir facilmente.

    Será que vamos voltar a cair no mesmo truque? Provavelmente sim, mas não podemos esquecer-nos que sem nós elas também vão ter que cair. Nunca nos podemos esquecer que somos nós que as alimentamos e que lhes damos o poder. Tudo isto pode parecer uma projecção dos nossos medos e não tenho dúvidas que sim. É um medo bastante enraizado e neste momento ele está bem presente nas nossas mentes. Estar consciente deste medo já é meio caminho andado, porque assim, ainda vamos a tempo de fazer algo para que ele não se materialize. Todos temos medo de perder os nossos empregos, de perder as nossas empresas, de perder o nosso sustento, de perder a nossa liberdade, de perder a nossa integridade, de perder, de perder e de perder. Tudo implica escassez e abala o nosso ter e a nossa sobrevivência.

    O que fazer então?

    Cabe a cada um de nós perceber em que energia é que queremos vibrar. Podemos vibrar no medo e se assim o fizermos vamos fazer parte do enredo montado. Vibrar no medo é vibrar no ter, na falta deste, na escassez, que nos aterroriza cada vez mais. Achamos que sem o ter não podemos viver. Esquecemo-nos que para ter é necessário primeiramente Ser. A vibração e frequência que emanamos, através do nosso corpo físico, mental, emocional e espiritual, é que criam o que estamos preparados para ver e entender, nesta dimensão, neste momento.

    Nunca nos podemos esquecer que não estamos sozinhos. Ao conectarmo-nos com o medo, estamos a conectar-nos com todas as pessoas que também o estão a sentir. Os nossos pensamentos criam a nossa realidade. O medo atrofia e não deixa ver as coisas claramente.

    Qual a vibração adequada neste momento?

    A maior energia onde podemos vibrar é a do amor. O Amor é união. Vibrar no amor por nós próprios e pelo próximo. Amor pelo país e por quem somos como colectivo.

    É importante estarmos atentos à nossa vibração. Durante o dia estamos a ser bombardeados com vibrações e frequências de medo que se espalham a um ritmo alucinante. Bem pior que qualquer vírus. Podemos fugir do medo ou podemos enfrentá-lo. Todos estes medos que estamos a viver são irreais. A maioria ainda não passa de uma construção mental baseada em factos passados e circunstanciais. Nunca nada se repete da mesma forma, por mais que pensemos que sim. Então como fazer a diferença e aprender a vibrar no amor, na compaixão, na gratidão?

    Olhar para o medo é fundamental, já que ele se apresenta como algo real. É importante olhá-lo de frente e perceber o que me dói, o que me magoa. Se me magoa, é porque existe uma ferida. Esta ferida tem uma causa certamente. Esta causa, garantidamente, faz parte do meu passado. Por vezes também devemos perguntar-nos se esta ferida é nossa ou se pertence a outra pessoa. É natural ter medos que não são meus, porque são apenas constatações de outros que de alguma forma estão a ressoar dentro de mim. É comum viver o medo dos outros. Viver o medo dos pais, dos filhos, dos avós, da comunidade, etc. Se não tenho razões para ter medo, então porque o faço? Por muito que achem que não, nós vivemos esses medos por compaixão, por amor.

    Muitas vezes, logo na primeira identificação do medo, podemos chegar à conclusão de que ele é infundado. A identificação do medo faz com que deixemos de reagir para passar a agir, o que é bastante diferente energeticamente em termos de vibração e frequência.

    Vibrar no amor pode parecer uma tarefa fácil, mas carece de algumas explicações. Como é que posso vibrar naquilo que não tenho? Esta é a primeira questão. Se eu não encontrar o amor dentro de mim, como é que posso vibrar nesse amor? Como é que posso dar aos outros, aquilo que eu não tenho, ou que pelo menos, eu ainda não identifiquei em mim? Tudo começa em nós e nunca nada está fora. Para encontrar esse amor puro e genuíno sugiro que recorra a tudo o que lhe faça lembrar o AMOR. Ex: amor por um filho ou filha, amor pelo pai ou pela mãe, amor por um companheiro ou companheira, amor por um irmão ou irmã, amor por animal, amor divino, etc.

    O amor é uma das emoções mais fantásticas do ser humano. Infelizmente os seres humanos pensam que sabem amar, mas poucos de facto aprenderam o que é esse sentimento, que, se não for incondicional, não passa de um mero afecto que é regido pelo ego e pelo desejo.

    Onde o amor impera, não há desejo de poder; e onde o poder predomina, há falta de amor. Um é a sombra do outro
    Carl Jung

    O amor de mãe talvez seja aquele que mais se aproxima deste amor incondicional. É um amor sem julgamento. Amar o outro como ele é. Amarmo-nos como somos sem nos julgarmos é condição sine qua non para que possamos vibrar neste amor maior. Não podemos dar aquilo que não temos. Claro que podemos vibrar noutras energias, como a paz, a alegria, a aceitação, a coragem, a gratidão etc. O importante é vibrar fora do medo, que não nos eleva, e só nos trás sofrimento.

    Como diz Jiddu Krishnamurti: “O amor não é uma memória. O amor não é um pensamento ou algo da mente. O amor surge naturalmente quando a mente está quieta, desinteressada, não centrada em si mesma.  Mas ele surge naturalmente como a compaixão, quando todo este problema da existência como medo, ambição, inveja, desespero e esperança foi compreendido e resolvido. Se não tem amor, faça o que fizer – vá atrás de todos os deuses da terra, faça todas as acções sociais, tente reformar o pobre, a política, escreva livros, faça poemas – você é um homem morto. E sem amor os seus problemas aumentarão, multiplicar-se-ão infinitamente. E com amor, faça o que fizer, não há risco, não há conflito. Então o amor é a essência da virtude. E uma mente que não está em estado de amor não é absolutamente uma mente religiosa. E só a mente religiosa está livre de problemas, e conhece a beleza do amor e da verdade.

    Ninguém pode ensinar-nos a vibrar no amor e eu muito menos. Só através da observação do medo, do ódio, do conflito, etc., através dos opostos, é que podemos encontrar o amor. Se neste momento o medo é a morte, então vibremos na vida. Aproveitemos o que a vida tem de melhor para nos dar neste instante. Trabalhar em casa, estar em família, descansar mais, ler mais, dormir mais, não perder tempo em deslocações, ter mais tempo livre, etc.. De certeza que estes são alguns dos seus sonhos. Se o medo é a escassez, então vibremos na abundância. A abundância nas nossas vidas não se mede só pelo dinheiro que recebemos ao fim do mês. Estou a falar de outra abundância: amor, paz de espírito, valores, família, alimentos, saúde, relacionamentos, habilidades, conhecimento, etc. Estejamos todos gratos pela abundância nas nossas vidas. Há mais do que suficiente para todos.

    Perceba que este é o momento que nos traz a oportunidade de mudar as coisas para melhor. É um tempo que exige grandes mudanças externas, mas sobretudo, grandes mudanças internas. A superação dos nossos medos, do nosso sofrimento, só pode ser conseguida através dos olhos da coragem, da compaixão e do amor. Devemos estar dispostos a superar tudo o que nos atrofia e impede de seguir com a nossa vida para a frente.

    É o momento de despertar para o Ser e de sair da visão materialista do ter. É o momento de vibrar no Amor incondicional.

    Observe o AMOR a vibrar no seu coração e nos corações de todas as pessoas da Terra.

    Sinta-se pleno de AMOR.

    Seja o AMOR!