• ONTOCRACIA
    Um Novo Começo
  • Nascemos para uma programação estereotipada pela sociedade, de imagens standards do género masculino e feminino.

    Devido a este condicionamento vamos crescendo e suprimindo em nós a energia complementar ao nosso género e que não é socialmente aceite.

    Homem e Mulher são ensinados a programar os seus comportamentos emocionais e a sua manifestação, pela forma redutora e limitativa que a sociedade aprova. 

    O principio feminino é a matriz do corpo emocional, e desde que nascemos somos encorajados pelo exterior a ser… sentir… pensar… agir… em conformidade com esses estereótipos socialmente aceites. 

    Na verdadeira condição e plenitude do ser, feminino e masculino são pólos complementares que nos devolvem a manifestação da nossa identidade. 

    A perca progressiva com o plano emocional receptivo, o lado feminino, interiorizado, com o sentir que nasce do silêncio, tem sido a responsável por o desequilíbrio do corpo emocional, projectando no consciente emocional imagens repressivas e condicionadoras, quer seja pela supressão ou expansão desequilibrante das emoções.

    Vamos criando “máscaras” que ocultam a verdadeira matriz da emoção. Esses sub-personagens da nossa identidade vão recriando vida deturpada às emoções que estão verdadeiramente na origem da matriz do corpo emocional. Co-criando a cada momento um “guião” para a história que gostaríamos que correspondesse ao “happy ending” da nossa interacção com o mundo exterior e onde estão a cada momento de interacção reflectidas as nossas emoções. 

    O plano emocional, o mundo do sentir é de exclusividade e individualidade inerente aquele ser único. Resgatar a verdadeira liberdade de ser, de nos permitirmos vivenciar as nossas emoções e sentimentos, para que equilibremos a vida em nós e em manifestação com o exterior, requer despir-mo-nos dessas máscaras. 

    É a via do reencontro com a nossa “verdade” interior… Mergulharmos no plano do sentir em nós, não condicionado por o que inconscientemente projectamos que esperam de nós, requer ousarmos iniciar a viagem do olhar interior… onde nos vamos reconstruindo pela desidentificação estereotipada pela sociedade família e colectiva mais abrangente onde estamos inseridos. 

    Nessa viagem, nesse mergulho, o objectivo é a vulnerabilidade, a exposição, onde medos e inseguranças são enfrentados por um plano emocional despido de qualquer máscara. 

    Tornar-mo-nos vulneráveis à verdadeira matriz das nossas emoções, transporta-nos então à pacificação, ao equilíbrio entre o mundo interior assumido por o processo de individuação e a sua interacção com o mundo exterior. 

    A integração dos princípios masculinos e femininos que se manifestam na nossa personalidade, devem ser reprogramados a partir de um centro interno (o feminino em nós)e que se projecta para o exterior (o masculino em acção) em consciência de voltar a Ser.

    É numa vivência dual que processamos esta emanação, invertendo o sentido inicialmente programado, formatado, onde condicionamos nossa condição a um corpo físico, psíquico e emocional, a uma forma redutora de nós, onde deixámos em suspensão no inconsciente o nosso Ser em plenitude.

    Através da viagem da vulnerabilidade emocional e psíquica, accionamos as funções masculinas e femininas em nós, a nossa identidade circula livremente a partir da percepção interior com a interacção exterior.

    O Mundo Interior move-se sem bloqueios, o Ser irradia em Consciência a sua verdadeira Essência, através da fusão complementar feminino e masculino.

    Feminino como manifestação da receptividade interior…

    Masculino como irradiação do poder de iniciativa e criatividade em acção…

    A fusão é a pura manifestação da inspiração em acção… 

    Ruth Fairfield
    Incondicionalmente rendida ao Universo e às Leis da Vida….

    https://ruthfairfieldastro.wixsite.com/astrologia

    https://www.facebook.com/ruth.fairfield
    https://www.facebook.com/novo.cristal

    “Nessa viagem, nesse mergulho, o objectivo é a vulnerabilidade, a exposição, onde medos e inseguranças são enfrentados por um plano emocional despido de qualquer máscara. ”
  • 2 comments

    O guerreiro pacífico foi o título do filme em português . Na sala de cinema havia 2 a 3 pessoas apenas e no guichet a menina dizia que era um filme de ginástica... Vi-o inúmeras vezes, mais ainda por último no You Tube. O que importa é a viagem, mas essa é não só única, solitária e interior, como difícil é saber esperar anos para poder conversar com quem achamos que pode entender ou que o Mestre apareça. Não é assunto difícil de se expor mas como falar de um sentir que não tem forma, que não tem género definido porque é de ambos porque é total mesmo não sendo perfeito apesar de tudo. Que aceita a alma do outro e é para ela que fala não para o embrulho de que esta se revestir. Não nega o desejo do físico mas não coloca aí a sua essência. Nunca fugi à experiência de tentar viver como sentia. Mas isso não é nem aceite nem compreendido. Tive marido e filhos, depois tive uma companheira. Ambos desencarnaram mas separamo-nos antes disso. Fiquei amiga de ambos até ao fim das suas vidas. Passados anos, houve uma proposta que me fizeram de uma relação sem contacto físico que aceitei, devido a haver um envolvimento sentimental que era mútuo e indesmentivel, mas cuja proponente não aguentou e desistiu. A sociedade, a imagem. para a qual se vive impede a verdade de fazer o seu caminho. Então resta -nos o silêncio interior, a alegria natural das pequeninas coisas do dia a dia que ressoam em nós e que passam despercebidas aos outros. Mas fechar-me com uma mágoa grande demais não me podia fazer bem. Nem fez, reconheço, porque não tive mais vontade de me expõr nem reconheci em ninguém a capacidade de entender. Até a minha melhor amiga com quem mais falo me disse claramente que não entende como é que foi possível eu me apaixonar por alguém que nunca tinha visto, num amor impossivel e não concretizável e apesar de tudo ter posto em causa toda a vida que tinha construido para ser fiel a esse sentir. Ninguém entende. Porque não se trata sequer de energia feminina ou masculina, por ambas serem por mim experimentadas sem letreiros, mas da verdade daquilo que se sente. A sociedade quer calar é a verdade, estou em crer, porque isso pressupõe uma liberdade que não pode ser tolerada. Com o passar dos anos creio que arranjei um forte onde me fechei, de onde não sinto que precise provar mais nada a ninguém. Porém é natural que me olhem como uma espécie de porco-espinho que se fecha e protege do exterior. Porque há a mágoa para tratar e as feridas por sarar e que não são do espirito mas da minha alma ou da personalidade. Esse é um dessassossego que ainda não consigo lidar bem pois cuidar bem de mim nunca me tinha parecido crucial. Nem tinha aprendido como, uma vez que cresci sozinha desde cedo. Até no crescer dos filhos só mais tarde me apercebi de coisas em que falhei redondamente. Tenho outras falhas sociais que ainda hoje me acompanham e não sou, ao contrário do que possa parecer, nada perfeita, ainda que tenha dentro de mim uma grande exigência ética. Oxalá isto sirva a alguém que se possa rever nalgum aspecto. Obrigada pelo artigo que me fez questionar sobre a minha energia feminina que não tem sido muito capaz de me acolher a mim no seu regaço. Bem Haja!

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    Na vida, nada está errado, apenas as escolhas são o caminho. O importante é sempre o aqui e agora. Sabedoria é ação em liberdade. Grata pelo meu exemplar percurso. Cada escolha, cada vitória. Determinação em cada segunda da minha vida.

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