• ONTOCRACIA
    Um Novo Começo
  • – Afinal o que é real? Como se define real?

    – Se você se refere ao que pode sentir, cheirar, provar e ver, então real são apenas sinais elétricos interpretados pelo seu cérebro. Você tem vivido num mundo de sonho.

    Compreender o real é uma tarefa árdua, mas alcançável. Se pretendemos compreender o real, o que É, através dos sentidos estamos condenados a falhar. Tudo o que está fora de nós é apenas uma projeção do que está dentro de nós. O que está fora é uma realidade virtual trabalhada e difusa baseada em toda a nossa vivência e principalmente baseada nos nossos desejos e ideais. Para uma mente desatenta o irreal torna-se realidade num abrir e fechar de olhos. A realidade como a conhecemos não é mais do que o materializar dos nossos sonhos, que como bem sabemos, nem sempre são cor-de-rosa. É a materialização dos nossos desejos de poder, de ambição, de inveja, de ódio, de destruição e aniquilação, de superioridade, etc. etc. Será que algum dia vamos perceber isto? Não tenho a certeza, mas quero acreditar que é possível.

    “O sonho comanda a vida” já estamos fartos de ouvir.

    Sonhar é uma coisa simples, digo eu, mas ao mesmo tempo, vejo como o ser humano se perde na complexidade e na definição dos seus sonhos abstratos e subjetivos.  Vejo como estamos a criar uma realidade difusa e cheia de sobressaltos. Vejo como estamos desatentos e como deixamos que os sonhos de alguns comandem a vida dos muitos, que pura e simplesmente deixaram de sonhar.

    “Deus quer, o Homem sonha, a obra nasce”

    Que os nossos sonhos se amansem e que a realidade virtual seja a manifestação do nosso melhor.

    – Nós maravilhámo-nos com a nossa própria grandeza quando criámos a IA (inteligência artificial) como a consciência singular que gerou uma raça inteira de máquinas.

    Ficar maravilhado com a nossa própria criação não tem nada de errado. O pior é quando o criado pretende superar o criador. Desde os tempos primordiais que os seres humanos aspiram a ser deuses e a história está cheia de exemplos. Todos os supostos deuses humanos que existiram foram endeusados pelos sonhadores de outrora. O ser humano precisa de alguém que o governe, de alguém que lhe diga o que fazer. Vivemos num mundo onde a solidão interior, sentida pela maioria, nos obriga a criar e a procurar fora a solução para a nossa vida sem sentido. Nas máquinas encontramos o remédio para a solidão. Elas proporcionam-nos bem-estar, divertimento, segurança, informação, padronização, lazer, controlo, companhia, amizades, sentimentos, etc. etc. Elas têm sido o meio através do qual o ser humano se sente poderoso e grandioso. Levamo-las para todo o lado, vamos para todo o lado e até dormimos na mesma cama.

    Mais uma vez estamos a colocar fora o que não conseguimos encontrar dentro. Não conseguimos ser auto-suficientes e procuramos incessantemente pelo alimento dos sentidos. As máquinas já não servem só para nos servir, servem também para nos substituir. Em vez de nos superarmos estamos a deixar que as máquinas nos superem. Estamos a endeusar as máquinas.

    Tudo isto tem um “v” de volta e quando nos dermos conta, já será tarde demais para voltar atrás. A narrativa em que uma ou várias divindades pretendem destruir a sua própria criação, é sobejamente conhecida desde os tempos ancestrais.

    Ao perdermos o sentido da vida procuramos dar sentido ao sem sentido. Substituir o humano pela máquina é já uma realidade. Todos dizem que é para o nosso bem. Será? Não creio e acho que estamos a sonhar os sonhos errados. O humano tenta controlar o humano através das máquinas. Um dia vamos ter as máquinas a tentar controlar as máquinas através do humano.

    – O corpo humano gera mais bioeletricidade do que uma bateria de 120 volts e mais de 25 mil btus de temperatura corporal. Combinada com uma forma de fusão, as máquinas encontraram toda a energia que precisavam. Há campos sem fim onde nós, seres humanos, não nascemos mais, somos cultivados.

    Será que as máquinas são mais espertas do que nós?

    Claro que não. Nós é que ainda não percebemos a força inesgotável que existe dentro de cada um. Que somos energia já não devia ser novidade para ninguém. Que temos um potencial energético inexplorado também não devia ser novidade.

    Que somos cultivados e manipulados também já é uma realidade. Como ainda não compreendemos a criação, então queremos ser deuses a todo o custo. Queremos viver para sempre como se os nossos desejos materiais não tivessem limites. O ser humano ainda não percebeu que a vida não é matéria. A matéria é perecível e é energia já em dissolução. A vida é Espírito e este não perece. É energia pura em ascensão. Só quando a matéria se dissolve é que surge novamente o grande poder criador. A energia está por todo o lado e nós alimentamo-nos de energia. No final a única coisa que existe é energia. É preciso ter cuidado com o que andamos a materializar através das nossas energias, muitas vezes mal direcionadas.

    Sempre achámos e achamos que estamos no controlo, mas acreditem que não é bem assim. Vai chegar o dia em que vamos ser confrontados com o incontrolável. O poder é tão grande dentro de nós, que se não o conseguirmos direcionar e gerir da melhor forma, vai levar-nos à nossa própria destruição. Quanto mais alto se sobe maior é a queda.

    O ser humano precisa de “cultivar-se” interiormente, só assim pode gerar bons frutos no exterior, na matéria. Como é incapaz do fazer, procura encontrar o alimento fora dele, através das suas criações manipuladas pelas mentes sofredoras e sem sentido. O alimento criado nunca vai ser suficiente e nunca vai estar satisfeito, já que ainda não percebeu que o alimento não vem da matéria, mas sim do Espírito.

    É necessário nascer de novo, e de novo. Existe uma força inesgotável dentro de si e que precisa de ser reconhecida e vivenciada. Projetar essa força interior no exterior é vida. Projetar a força exterior no interior é morte. É alimentar-se do seu próprio fel. No interior está o mel mais puro e doce.

    – O que é matrix?  É controlo. Matrix é o mundo irreal gerado por computador, construído para nos manter sob controlo, para transformar o ser humano numa pilha.

    Comparar o ser humano a uma pilha é genial. Acho que não precisa de grandes explicações. Energia masculina, energia feminina, polos positivo e negativo, resistências, etc. etc. Nada que me surpreenda.

    Na prática todos nós somos “vampiros” energéticos. Todas as nossas ações são energéticas. Tudo é vibração e frequência. Somos todos emissores e recetores.  O controlo e o poder, são formas de energia e não podia ser diferente. Tudo é um jogo energético onde as vibrações e frequências se mesclam entre os jogadores. Neste jogo não há vencedores nem vencidos a priori. A única coisa que existe é energia em movimento. Uns podem dominar pelo poder e outros podem dominar pela subjugação.  O subjugado, supostamente o perdedor, pode na maioria das vezes ser o vencedor. É uma dança energética onde não existem regras.

    Num mundo cada vez mais alienado é natural que surjam forças que já dominam as regras do jogo. As forças do poder capitalista, económico, religioso, partidárias, etc. etc. São alguns exemplos. Ora dominam pelo poder, ora dominam pela subjugação. Estamos fartos de ver isto. Sabem perfeitamente como mover as massas para o que mais lhes interessa. Na realidade sempre foi assim e vai continuar a ser assim, até que aprendamos a jogar.

    Manter-nos sob controlo é um facto. É uma realidade, mas tem um preço a pagar. Cabe a cada um de nós saber se o está disposto a pagar, ou não. O controlo está mascarado pela necessidade que tanto temos dele. Sem o controlo achamos que perdemos o norte e achamos que vamos morrer na praia. Até que morrer numa praia idílica não seria assim tão mau. AHAHAH.

    Deixámos de confiar em nós, mas confiamos nos outros para nos protegerem. Sozinhos não somos capazes de sobreviver e sem um líder muito menos. Realmente, não somos mais do que pilhas que alimentam os jogos dos poderes instituídos.

    Nunca a ficção foi tão real como agora.

    – Não! Não acredito! Não é possível.

    – Eu não disse que seria fácil. Disse que seria verdade.

    – Pare! Deixe-me sair. Eu quero sair.

    Boa Reflexão

    Ps: Por falar em sonhos…