• ONTOCRACIA
    Um Novo Começo
  • As epidemias são grandes sinais de alerta que mostram, indiscutivelmente, que algo correu mal no desenvolvimento dos povos, da humanidade.

    A história já mostrou, mais do que uma vez, que o destino dos maiores impérios sempre foi decidido pela saúde do povo ou pela saúde dos seus exércitos.

    Qual o destino da humanidade neste momento?

    Será que estamos a ser postos à prova, mais uma vez?

    Será que é inevitável?

    É uma condição à qual não podemos fugir?

    O cenário de “guerra”, que se encontra instalado no mundo inteiro por causa do covid-19, só pode ser uma chamada de atenção para todos nós. Então, significa que algo correu mal. O grande império da globalização está a ser ameaçado e adoece a um ritmo alucinante.

    Até aqui, olhámos para a globalização como algo benéfico para a sociedade nos seus vários aspectos: cultural, educação, política, saúde, direitos humanos, economia, etc. Neste momento, todos estes benefícios estão a ser remetidos para segundo plano, uma vez que agora é cada um por si.

    Estamos a ser obrigados a fechar fronteiras, em oposição à globalização. Estamos a ser levados para o acolhimento (aprisionamento), em oposição à liberdade. Estamos a ser levados para a família, em oposição ao individualismo. Estamos a levar o trabalho para casa, em vez de trabalhar fora. Estamos a deixar de voar, para permanecer em terra. Estamos a voltar às origens.

    Tudo isto implica começar a olhar para dentro e não mais para fora. De fora, neste momento, não vêm “nem bons ventos nem bons casamentos”. Vem apenas o aproveitamento de situações políticas e económicas com resultados já sobejamente conhecidos. Fazemos parte de um mundo global onde o mais pequeno espirro o faz estremecer que nem varas verdes. Tudo assente em pés de barro.

    “O bom filho a casa torna”, estamos fartos de ouvir este provérbio. É a única coisa que nos resta: a nossa casa. Mas não estou a falar da casa física, e sim da casa interna, a casa do pai eterno onde todos nos podemos recolher sem conotações, sem raças, sem identificações, sem preconceitos, sem guerras, sem altruísmos, sem fronteiras, etc. Está na hora de o ser humano perceber que este é um tempo de mudança. Nada vai ficar na mesma. Não que seja uma coisa má, antes pelo contrário.

    Como já disse várias vezes, vivemos num mundo dual, num mundo de contrastes. O oposto da globalização é a separação, o nacionalismo. Quando um polo falha, impreterivelmente vamos cair no polo oposto. Sair deste polo não vai ser tarefa fácil. Uma crise económica já é garantida e outras crises se seguirão, cada vez menos espaçadas.

    A era que se segue só pode ser a era da consciência, se não quisermos continuar nesta roda de crises atrás de crises globais. Neste momento, a crise é provocada pela biologia, e esta dá-nos uma pista para a próxima crise. A próxima poderá ser devastadora, ao mexer com as estruturas do planeta, desde terramotos ou queda de meteoritos. A globalização, assente nos interesses económicos e financeiros, não tem mais pernas para andar. A era da matéria e do poder sobre a matéria acabou. Isto é, se estivermos dispostos a mudar.

    Alguns países e alguns governos vão tentar, a todo o custo, manter as estruturas atuais, mas não é mais possível. Os países que dominam o mundo são os mesmos que o contaminam em grande escala. Já repararam nisso? É muito provável que estes contaminadores, um dia destes apareçam como os salvadores. O lobo e o cordeiro. Todos vão querer ser salvos, esquecendo-se do preço a pagar. Nada de novo, pois não?

    A era da consciência do Ser teima em chegar, mas vai chegar. Tudo depende de nós. Nós somos animados pela nossa consciência. Esta expande-se através das múltiplas manifestações energéticas. O nosso ser nunca está dissociado do grande “acordo” energético que existe no universo. Quando algo positivo ou negativo acontece nas nossas vidas, nunca nos devemos esquecer de que fomos nós que o permitimos.

    É importante libertarmo-nos do ter. Quando nos libertamos do ter e passamos a Ser, a nossa consciência expande-se fortemente. Quando se expande, tornamo-nos recetivos a determinadas energias. A partir daqui as energias cósmicas fazem o seu trabalho. Nada chega a nós que nós não queiramos e com o qual não tenhamos a capacidade de lidar.

    Como é que podemos desejar uma doença, ou algo negativo?

    No universo, tudo é fluxo, e este não pode ser aprisionado, ou parado. Uma doença não é mais do que uma quebra energética gerada por um aprisionamento. As resistências e o foco no ter são exemplos de aprisionamentos energéticos. Quando nos deixamos levar pelo fluxo, o universo coloca à nossa disposição todos os seus recursos no seu expoente máximo.

    O ser humano procura ser livre dentro de uma sociedade baseada no ter e na diferenciação de classes e religiões. É uma liberdade aparente, que nos aprisiona ainda mais. É normal que as doenças proliferem como bombas relógio prontas a explodir. É muito fácil utilizar o rótulo da negatividade como causa primária de todo o mal que nos acontece. É sempre obra de alguém, nunca olhando para o nosso umbigo. Uma energia aprisionada pode ser controlada, pelo menos até certo ponto. Uma energia livre não pode sequer ser imaginada, porque é sempre nova.

    Neste momento estamos a viver o espelho das nossas vibrações. Estamos aprisionados nos nossos lares, cheios de medo e à espera que alguém nos venha salvar. O cerco foi montado e cabe a cada um de nós vibrar naquilo que queremos, e não no que não queremos. Queremos a nossa liberdade de volta? Mas qual liberdade? 

    A liberdade de Ser nada tem a ver com a liberdade que nos é apregoada. Se continuarmos a vibrar da mesma forma, a liberdade que conhecemos até aqui vai finalmente manifestar-se, retirando a máscara que a encobre. Descobriremos que afinal não somos livres, mas sim reféns das forças poderosas que governam o mundo.

    Então, como deixar de vibrar no medo?

    O medo é um sentimento de baixa vibração. Isto significa que quanto maior o medo, menor é a vibração. Isto é algo que interessa para os que querem que continuemos a vibrar nos velhos padrões. Neste planeta tudo é vibração e frequência e todos nos afetamos uns aos outros. Que estamos a ser manipulados e a servir propósitos que já não nos servem mais, não tenho dúvidas. O medo generalizado que se instalou é mais contagiante do que o próprio vírus que lhe deu origem. No final das contas, não é o vírus que gera o medo, mas sim os meios visuais e verbais que nos assolam a cada instante.

    Se estiver atento às suas emoções vai perceber que alguns meios (ex: televisões e redes sociais) geram medo e outros não. Depende sempre de como a mensagem é transmitida, tendo esta também um carácter vibratório, que pode ser de medo ou de amor, esperança, harmonia, etc.

    Cabe a cada um de nós querer viver fora do medo ou dentro do medo. Os próximos tempos são desafiantes, mas podemos ter aqui uma oportunidade de dizer basta aos velhos padrões e começar a vibrar nos novos padrões, em consciência. É importante começar a vibrar em frequências mais altas. Como a maioria está de quarentena a trabalhar em casa, ou a cuidar dos filhos, aproveitem para voltar à vibração do amor que sempre aí esteve. Foi deixada para segundo plano e todos sabemos muito bem porquê. Tudo em prol do ter, porque achamos que sem o ter não podemos Ser. Estamos completamente enganados. O ter sem o Ser não é sustentável. Quando nada temos, a única “coisa” que nos resta é o SER. O material é apenas deste mundo (é pó) enquanto o Ser é Divino.

    Procurem viver estes momentos do agora, na tranquilidade do vosso Ser. Estar consciente é estar atento ao aqui e agora, ao presente, sem fazer julgamentos. É Ser dentro do caos que se encontra instalado. É vibrar no que queremos e não no que não queremos. Vibrar no medo é alimentar o caos, algo que não queremos perpetuar. Invistam o vosso tempo disponível numa actividade criativa, individual, ou em família. Estejam informados, mas não se alimentem das notícias falsas e das que provocam o medo. Não tragam o medo para dentro de casa, para a família. A família é o porto seguro e, neste momento, têm a oportunidade de investir na vossa saúde emocional, individual e familiar.

    O medo que está a apavorar a maiorias das pessoas neste momento é o medo da morte. É natural que sintam pavor sempre que lêem ou ouvem falar de situações associadas à morte. Nestas situações, a mente vai sentir-se insegura e pode provocar os vários sintomas, dos quais os mais comuns são:

    • Coração acelerado
    • Boca seca
    • Dor no corpo devido à tensão muscular
    • Pensar demais
    • Pensamentos negativos
    • Desespero
    • Dor de estômago

    O que fazer?

    Existem várias técnicas/terapias indicadas para a cura do medo. Apesar de existirem muitas mais, saliento apenas quatro que considero eficazes e que têm dado bons resultados. Não se esqueça de consultar sempre um especialista. Estas técnicas são mais abrangentes e não são única e exclusivamente utilizadas para curarem o medo.

    Técnicas:

    • Life Coaching (Processo de desenvolvimento e crescimento pessoal)
    • PNL (Programação Neurolinguística)
    • EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento através do Movimento Ocular)
    • EFT (Técnica de Libertação Emocional)

    Se pretender saber mais sobre alguma destas terapias, pode fazê-lo através de mensagem na página de contactos deste site: http://www.ontocracia.pt/contact/, ou através do site http://mafaldatoscanorico.com/contact/. Responderemos com a maior brevidade possível.

    O que vem depois de a tempestade passar?

    A bonança.

    Em consciência de Ser, vamos aprender, superar e continuar a viver no Amor Maior que nos une a todos. Vibremos em sintonia e venceremos.

    Paulo Pais